Conhecendo o Museu da Vida

A culpa foi da minha dentista! Desde que ela soube que eu estava fazendo um blog direcionado às crianças e me deu a dica do Museu da Vida, quase toda semana rola alguma notícia de lá aqui no 1001roteirinhos. Primeiro porque quando fomos ao site descobrimos uma programação recheada de atividades para a criançada. Sempre tem novidades. Já teve o aniversário do museu, comemoração do dia do meio ambiente, festa na campanha da vacinação, e isso em menos de 2 meses. Depois porque o pessoal de lá é superbacana e foram muito receptivos enviando notícias, respondendo nossos email e até fizeram um post sobre nós no Clube do Explorador Mirim. Só que até agora não tínhamos conseguido um tempo para conhecer o lugar.

No sábado, finalmente, fizemos nosso passeio de reconhecimento. E não podia ter sido melhor! O lugar é realmente especial. Numa área livre muito bem cuidada, a sensação é de que se está na floresta e nem lembramos que ali em frente passa a Avenida Brasil. As opções de atividades vão desde história à parte mais científica. Além disso, os monitores que estão lá para nos guiar fazem parte de um programa de estágio tanto do pessoal do segundo grau, como de nível superior e são muito atenciosos e carinhosos com as crianças. A impressão que se tem é que a visitação ao local prioriza mesmo a aproximação da garotada ao mundo científico.

Nosso passeio já começou com surpresa. O caminho era mais fácil do que imaginávamos, acertamos de primeira! E pra quem vem de Niterói, então, é sair da ponte, pegar um das primeiras saídas da Avenida Brasil (não pegar a entrada para linha vermelho ou amarela) e cruzar a pista por cima, pelo viaduto de Bonsucesso. O estacionamento é dentro do próprio campo da FioCruz e é gratuito, como todas as outras atrações.

TrenzinhoLogo se vê o trenzinho que leva a gente pelo campus, a lanchonete, banheiros, um local de informações e onde eles nos dão os tickets para cada atração (apenas para contabilizarem os visitantes). Por sugestão deles, fomos assistir a um filminho sobre o mosquito da dengue. A princípio até achamos que era uma roubada. Pense bem, filme científico sobre mosquito… fala sério! Mas nos enganamos. Feito para leigos como nós e crianças, ele mistura animação e cenas reais além de ser acompanhado por um monitor que além de dar  explicações ainda instiga o público com perguntas. E é do tamanho certo: 10 minutos! Tempo exato para prender a atenção de crianças pequenas como as nossas de 4 e 5 anos. Fora que o assunto dengue já é conhecido deles através da escola, então foi uma forma de reforçar o que eles já sabiam.

Saindo dali pegamos o trenzinho para conhecer o palácio da Fundação. Aquele que a gente vê da avenida Brasil. Passei 4 anosCastelo vendo aquela construção de longe quando ia para a faculdade e finalmente ia matar minha curiosidade de entrar no edifíco. E não decepciona. A monitora foi contando a história de Oswaldo Cruz, de como surgiu o lugar, há salas com fotos, instrumentos, caricaturas da época, além de exemplares de insetos. Essa foi a parte mais cansativa para os nossos que além de já estarem com fome pelo horário que chegamos lá, ainda não se ligam muito na parte de História. Os adultos adoram!

Depois disso, e de enganar a fome com uns biscoitinhos e sucos, fomos ver a oficina  “Nossos Bichos” no Epidaurinho, uma espécie de anfiteatro onde biólogos apresentam animais vivos. Muito legal! Crianças e adultos matam sua curiosidade sobre os bichos e os grandes voltam a ser crianças tentando superar medos ou nojo no contanto com os animais. Eu me surpreendi. Nunca imaginei q teria coragem de segurar um sapo! E sem o menor nervoso!

Não é montagemCorajosa


Aventura feita era hora de passar no espaço da Biodiversidade. Ali há animais vivos como aranhas, sapos e escorpiões, observação em microscópios, e uma simulação de casa de pau a pique para ilustrar de forma realista o local propício para a disseminação do barbeiro, animal que transmite a doença de Chagas e ainda acontece no Brasil pelas condições de moradia.

Esqueleto de dino

Esqueleto de dino

Hora de dar uma parada para comer pois ainda tinha mais coisa pra ser vista! A lanchonete é boa, tem até algumas opções de massas e empadão, mas o atendimento é meio confuso. Tente chegar lá antes dos grupos. Enquanto come, a criançada ainda se diverte observando os esqueletos de dinossauros.

Barriguinha cheia, partimos para o parque da ciência. Tire um tempo do passeio pra curtir o local porque vale a pena. Segundo a minha irmã que foi no Museu Participativo de Ciências em Buenos Aires, é uma versão dele só que ao ar livre e com a parte de biologia que o dos nossos irmãos portenhos não têm. O de lá é mais voltado para conceitos de física e matemática.

Parque da Ciência - Célula AnimalParque da Ciência

Experimentando

É uma grande praça, cheia de experimentos que o visitante pode, e deve, interagir, aplicando conceitos científicos de forma lúdica e divertida. Tem desde uma célula animal gigante que as crianças podem escalar até bicicletas que os maiores pode musar para simular ondas. Isso sem contar com o churrasquinho de folha, mas isso só indo lá pra conferir. Por isso é importante ir num dia com tempo bom para aproveitar bem.

ExposiçãoPra fechar o passeio, fomos visitar a exposição Exploração e Natureza Tropical. Ali dá pra perceber bem como as coisas são pensadas para atrair os pequenos. A mostra não é grande, mas a montagem é bem colorida e alegre, numa linguagem apropriada para as crianças. É ali que tem as réplicas do navio onde Darwin viajou, os animais de Galápagos, além da historia dos dois naturalistas, Darwin e Wallace.

Tive a prova de como  as crianças assimilam muito mais do que nós, adultos, imaginamos quando são estimuladas da forma correta. Mais tarde, ao chegar em casa, estava vendo as fotos do passeio com meu filho que ao ver a miniatura do navio Beagle, me explicou que era “o barco onde o cientista tinha feito a viagem pra estudarDarwin os animais”.  Como dizem, o HD deles está novinho em folha pra receber todo tipo de informação. Cabe a nós filtrar o que vale e o que não vale a pena!

Foi mesmo um dia bem legal! Valeu a pena conhecer o museu! Ficamos com a certeza de que acertamos ao indicar as atividades que rolam por lá e que voltaremos muitas vezes, pois viramos fãs!

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Museu da Vida
Av. Brasil, 4365 – Manguinhos, Rio de Janeiro
Tel. (21) 2590-6747
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Sobre 1001roteirinhos

Duas irmãs que resolveram compartilhar suas experiências com programas pensados para divertir crianças e adultos.
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7 respostas para Conhecendo o Museu da Vida

  1. Sut-Mie disse:

    A-DO-REI o passeio! Nunca imaginaria ir passear por lá, ms já mudei totalmente os meus conceitos! Por isso que todos esses blogs são bons! Para nos fazer mudar de idéia!! Pena que a Clara não seja um pouco maior…ms a dica é muito boa e vai ficar anotada!
    Bjs,

    • E nós também! Foi uma ótima surpresa mesmo! E concordo com você sobre essa troca de experiências. Mas só vale pra quem gosta de novas experiência e se dá a chance de reavaliar e mudar de idéia, não acha?
      Bjs e ótima semana, Eliane

  2. Carol Garcia disse:

    e eu sempre saio daqui com a frase:
    EU QUEEEEEEERO IIIIR!
    ótima dica como sempre…
    bjocas meninas!
    carol
    http://viajandonamaternidade.blogspot.com

  3. E vivam as dentistas! Ficamos muuuuuuuuito felizes em ver este texto tãããããããão legal sobre o Museu da Vida! Esperamos ter sua visita de novo em breve! E todos os leitores são muito bem-vindos!
    Grande abraco
    Luisa Massarani
    Chefe
    Museu da Vida

  4. Marcos Fleury disse:

    Parabéns! O passeio foi brilhante e, cada vez mais, o ‘Roteirinhos’ se firma como uma referência de excelentes dicas e conforto, pela credibilidade com que vem fidelizando seu público.

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